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domingo, 1 de abril de 2012

ESTUDO MOSTRA QUE O CONSUMO MODERADO DE MACONHA NÃO AFETA O PULMÃO


Estudo mostra que o onsumo moderado de maconha não afeta o pulmão

Em de 10 de janeiro de 2012, um novo estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association e exonera a maconha da má reputação de ser tão prejudicial para os pulmões, quando fumada como cigarros.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco e da Universidade de Alabama em Birmingham concluiram um estudo de vinte anos entre 1986 e 2006 em mais de 5.000 adultos com mais de 21 anos de idade em quatro cidades americanas. O Dr. Stefan Kertesz co-autor do estudo é um professor de medicina preventiva da Universidade de Alabama em Birmingham. Ele explicou que os estudos avaliaram a obstrução pulmonar em indivíduos com até sete anos de uso de maconha (um cigarro por dia durante sete anos ou um cigarro por semana por 49 anos). O que este estudo esclarece, é que não há relação da maconha e as alterações da função pulmonar, independente de quanto uma pessoa tenha fumado ao longo de uma vida.

Pesquisadores concluíram que várias avaliações pulmonares na verdade apresentavam resultados ligeiramente melhores entre jovens que relatavam usar mais maconha – pelo menos mais de 2.000 baseados ao longo da vida.

“Sem dúvida, se você viu um filme de Harold e Kumar, observou que a maconha desencadeia uma tosse”, disse Stefan Kertesz, da Universidade do Alabama, em Birmingham, que trabalhou no estudo. Mas ainda há dúvidas sobre os efeitos da droga sobre o funcionamento pulmonar em longo prazo.

“Estudos anteriores tiveram resultados ambíguos”, disse Kertész. “Alguns sugeriram um aumento no fluxo de ar nos pulmões e de volume pulmonar (com o consumo de maconha), e outros não encontraram isso. Outros encontraram sinais de dano.”

Embora o cigarro de maconha tenha muitas das toxinas presentes nos cigarros de tabaco, disse o cientista, as pessoas que usam maconha tendem a fumar menos baseados por dia em relação ao consumo de cigarro pelos tabagistas. Isso, junto com a forma de tragar, pode oferecer uma proteção relativa aos pulmões, propõem os pesquisadores.

Mas o trabalho não isenta a maconha quanto às consequências de longo prazo. “Acho que será preciso realizar muito mais trabalhos para fazer qualquer declaração abrangente sobre a segurança (do consumo de maconha)”, disse Jeanette Tetrault, que pesquisa abusos de substâncias na Escola de Medicina de Yale, em New Haven (Estado de Connecticut), e que não se envolveu na nova pesquisa.

Os novos dados derivam de um estudo prolongado com mais de 5.000 jovens adultos em Oakland (Califórnia), Chicago, Minneapolis e Birmingham (Alabama). De 1985 a 2006, os pesquisadores perguntaram regularmente aos participantes sobre o uso de tabaco e maconha no passado e no presente. Também fizeram exames para avaliar quanto ar eles conseguiam segurar e qual era o fluxo máximo de ar saindo dos pulmões.

Os pesquisadores mostraram que, quanto mais cigarros de tabaco os participantes fumavam, pior era o desempenho deles em ambos os testes, segundo o artigo publicado pela equipe de Kertész na revista Jama (publicação da Associação Médica Americana. Já o consumo moderado de maconha não parecia afetar a função pulmonar.

O volume pulmonar e o fluxo de ar aumentavam a cada “ano-baseado” – o equivalente a 365 cigarros ou cachimbos de maconha por ano – que os participantes diziam ter fumado, até cerca de 2.555 baseados.

As conclusões não significam que as pessoas devem fumar maconha para melhorar a função pulmonar, segundo os pesquisadores.

A maconha pode causar uma irritação pulmonar em curto prazo, e provocar problemas para pessoas que tenham asma, segundo os cientistas.


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